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Friday, January 17, 2014
Abrigo-me lentamente no teu poiso solene, abrigado
Abrigo-me no teu instante nobre e silencioso
Abrigo-me no teu sangue sereno,rebelde,incondicional
Abraço aos poucos de poisos a uma distância tão longe e tão perto
a tua voz a um abrigo de silêncios com Paz
a tua voz bela, com abraços
Esses abraços com vozes profundas mesmo distantes
As palavras sós, atropelam-se porque não falam mais do que tu
Eu abrigada nessa distância segura de um abraço teu
E ao mesmo tempo sempre, abrigada, segura
Ès mais que as palavras ou coisas ditas
És mais do que tu em ti
És mais do que eu porque me sentiste
Eu sou porque me sentiste
Eu sou porque estás em mim
Tu és tudo com tudo
Coração,Grito, Paixão, Amor, Força,Dor,Amor,Amor,Amor
Sem palavras
Só és
Instantes Perpétuos, sempre
Abrigo-me todos os dias no teu colo de embalar
Ainda que não saibas
Sabes
Abrigo-me no teu sorriso, no teu cabelo de Domingo
No teu sono alerta
No teu beijo na minha boca
Na minha manhã acordada
No espelho que fala
Abrigada sempre no teu Silêncio
Nas noites felinas e o teu colo invadido
E estás sempre em Silêncio
Com todas as palavras feitas ou mortas
E choro vagarosamente, com cuidado porque não te quero magoar
Porque todas as palavras onde me abrigo são tão poucas perto daquilo que me fazes sentir
Sinto-te com quase tudo
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Friday, October 04, 2013
Habitar o céu e a terra, habitar os labirintos navegantes
Estalar os dedos como arma os dedos
Os olhos rosnam
Aos poucos se pertence a uma historia desmembrada
Aos poucos se disserta o perpetuar das coisas
Hoje se habitam, amanhã deserdam-se
O cigarro tem uma pequena fuga
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Friday, June 21, 2013
Dos rendilhados de palavras de rés do chão que soam a francês
Dos perfumes ornados a garrafas vazias
as vozes existirem com insistência nas paredes
E as memorias das palavras que disseste serem tuas e minhas e soarem a longe
Porque estás longe
Os teus medos em comunhão com os meus não estão longe
Cheiram a perto
Entre o mar e o rio
Tu soas-me a mar e desejas partir
Vou soar contigo porque soas a mim, soou a ti
E vamos soar em simplificado, com um gato a entrar no regaço do leito e a história a ser eterna
Nas coisas ditas importantes, nas outras que se dizem nem tanto...
São sempre coisas...
E somos sempre nós,entre nós, dentro de coisas...
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Tuesday, April 09, 2013
Estou num lugar onde não me sinto
Estou num lugar onde me entendio a estar, vagarasomente
E com as palavras
Me entretenho em tédio
E percebo onde quero estar
É no tédio onde me segredo
No tédio segrego os silêncios que virão
que estão Presentes antes de estarem
Antes das cinzas já se condenam a cinzas
Antes do pó foram flores
Antes de mim já me imaginei
O sopro
em sufoco
O pudor está lento
e o joelho não mexe
As Almas vão voar onde o Império não se irá sentar
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Wednesday, April 03, 2013
E assim se ergue uma rocha
Os olhos erguem-se mais baixos
Para o chão que assenta os pés
Os lábios a tocar o chão
A queda
Em desequilíbrio
A queda
Com o mundo presente
Tu sentado a dormir
E os ossos com janelas
As tuas mãos com raízes
Telurico castigo
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Monday, January 14, 2013
Toca o dedo na relva
Lava o chão com cinzentos de fúrias
Foge aos poucos
Amanhã e depois de amanhã e no dia seguinte e no dia a seguir ao outro e ao outro que não queres saber
Todos os dias são dias
Com e sem cheiro , com e sem palavras, com silêncios a mais
Um dia igual ao outro sem sobras, sem sombras
E as coisas remexem-se e revoltam-se e a tua vontade nessas coisas todas
Com os bichos e o seu eco, com o esqueleto a tocar a morte e mais um bocadinho
Com as voltas e o toque do sino
A repetição e o sinal e as munições
A garganta e essas, para além delas com mais que tudo
E a fada do arco íris que morre rapidamente com um cigarro à porta
E as coisas soberbas e sublimes que me entendiam pelos outros e não por elas
E o tédio vago e vagaroso de querer desaparecer
um desejo ausente adolescente de minar os dentes felizes
nas coisas que são palavras e desenhos foscos
a lente que fogueia o silêncio que já foi ouvido
e na morte para a eternidade com flores de plástico quase a querer desaparecer
Dentro de nós somos iguais, com coisas e fortunas feias e alegremente lascivas
Fartas de o cão ser igual ao dono
E de o dono não seres tu
Cresce dentro do teu abismo e vomita para dentro do outro e serás feliz
Cresce dentro do teu medo e vomita para dentro do outro e serás feliz
A purpurina pobre transforma-se em cinzas e a gelatina afaga-te a língua
E assim se fez o Deus Humano
Mississipi ou lá o que o for
Dentro e fora
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Thursday, December 27, 2012
Onde estamos nós para além de passos pequenos que se diluem em pequenas frases?
Os passos levitam entre lençóis transparentes
O acordar ao adormecer, o adormecer ao acordar
o duelo dos perdões
as espadas em dedos férteis
A insónia
Os seus mártires em pousio
O solo incandescente, quase adormecido
a dançar em braços apertados com um tronco de memórias
Lê-me
Incógnito
Quase cego
Por entre as gorduras ofegantes das coisas boas e o esqueleto do esquecer
E estamos nós em passos pequenos
a esmagar lentamente o que fomos em perpétuo ruído
o bem e o mal
o silêncio e o absurdo
o toque e a devastação
o Dilúvio e o Paraíso
o Encontro e a Morte
o Terço e o Nada
Ouvindo aos poucos, com sem quase sentido para não soar a coisa não Eterna
Eu sei onde adormeço os meus pés
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Monday, November 12, 2012
Onde ressoei
Onde estive em leves passadas ao cair da noite, na avenida larga de sapatos vermelhos
Onde vos vi
Ao compasso de degraus com barbas escondidas
Os cobertores numa recita desconhecida
E os olhos ao sinal verde avançam para espreitar os olhos invisiveis
Passo
Estão comigo
Passo
Estão comigo
Passo
Eu indo
Passo atrás
Eu estou
Passo atrás
Olhos
Olhos
Gesto
Palavras
Eu vou
Nós vamos contigo
Obrigada
Avenida. ,eu o cão e o homem
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Monday, October 15, 2012
Os sonhadores de sonos perpétuos visitam a cidade
O rio ruge a sua ferida
E as almas das águas profundas abraçam a calçada
Ouvem-se vozes ao fundo
Aquelas que se calam na vingança do dia eterno
O jardim das Oliveiras cantam estáticos
sentados nas suas raízes inférteis
A terra treme devagar
E os sonhadores de pés levantados a tocar as luzes ao fundo, para além do rio
Olham os olhos uns dos outros, revolucionam-se
Escravizam-se nos seu sonhos
tocam o mel
A barata está morta
A osga esconde-se
E a casa é já ali, no sossego do sono
Onde a janela tem um candeeiro no seu lado direito
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Thursday, October 11, 2012
Mon Café
Onde me sentes tu que fugiste para não me olhar?
Onde te quero sentir que não te vejo?
As minhas mãos tocam as coisas sem te ver por perto
Já a minha memória sente os teus olhos, a tua boca
Saudades tuas
Do teu coração
E das coisas que não dizes a cada passo que o dia avança sem descanso
Dos teus dias perto do nosso corpo
Das manhãs ruidosas ou em silêncio
e nós dentro delas
Nós em ti
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Thursday, July 26, 2012
O vazio cheio, o cheio de vazio, o vazio e as coisas para além de coisas
O corpo e a pele e as coisas com essas coisas e o som dos murmurios e qualquer momento
que não é qualquer momento. É aquela viagem do ano passado com a curta instância dos dias de agora.Os olhos fechados com a areia do ano passado e a camisola a vestir-me o sono porque o vento insistiu, num sentido onde não me encontro, cheia de pedaços, aos poucos, desmembrados ou susurrados, aos poucos a sorrir numa efeméride de rosas ou sem elas. Numa virtude mouca ou oca com os dedos dentro do peito.
A acordar num nenufar mas sem silêncio porque o silêncio é destemido e fugiu e a barriga é maior que a minha.
Os Tritões procuram sereias com pernas a degolarem poemas de um chapéu tricolor e os meus pés não se molharam na água santa
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Sunday, July 15, 2012
Hoje todas as coisas se vestem de linho
Até as palavras me parecem um linho quase desfeito
Porque me parecem vielas onde eu quero ir dar
Para não me socorrer da fuga a que pertenço
E alguém veste uma blusa de linho que se transparece no corpo vago
no meio sexo , no meio olhar, na mea culpa de qualquer coisa
que está agarrada por dentro
só se mexe com o ruído de uma dor não exacta
aquela do ventre
aquela que é profunda e quase anónima
aquela que vem do princípio e que não tem fim
e que se espalha lentamente como se fosse o refrão do corpo
a falar pela alma
No linho vejo a tua sombra, os teus lábios solenes, quietos, quentes
Aguardando uma palavra sem sentido
Mas a que esperas ouvir
sem o pudor na mãos mas com ele dentro
O que se não quer ouvir ,mas que se sente
aos poucos, devagarinho, a respirar
em bicos de pés
A textura a sair da boca transparente
com laivos brancos, rugosos,secos
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Friday, July 06, 2012
Vem de trás o que é silêncio
Uma manhã no teu solo, os vestidos dançam
As palavras aquecem
E o comboio parte
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Monday, July 02, 2012
Dentro de mim e de areia nos pés
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Sunday, July 01, 2012
Vou lembrar-me de todas as palavras que disse e daquelas que não sei dizer
Das palavras que esqueci o movimento porque não as soletrei a tempo perdido
Das palavras que ainda quero sorrir porque envelheci dentro de nada
das palavras que me fizeram suar por te amar naquele momento em que existias de olhos fechados sem sons deambulantes a magoarem os ouvidos
Dormir a um só corpo está para além do entendimento do prazer
A virtude de te ver sorrir, mesmo com lágrimas, é aquela que me faz buscar o sonho
de te querer entender
Dentro do Absoluto vou fechando os olhos para não fugir
Dentro de mim o Absoluto de um Só Absolvido
Sem cicatrizes do Só em mim
E dançar por me sentir em Si Só
E tudo existe para além destes "rebuscanços" de uma hora tardia
Em que a manhã vai "rebuscando" e o gato passeia na madeira do chão
E o Absoluto está Presente nos nós dos dedos
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Thursday, June 21, 2012
A entrar no meu Tempo vagarosamente sem me perturbar repentinamente
A entrar no meu Tempo sem o céu escurecer para me esconder
e os Homens pequeninos que se evadem pela manhã
Pausam-se
Os meus dedos colhem os Homens pequeninos
E a Senhora Gorda que ontem não caiu
Olhou-me gorda pela manhã
A tarde frustrou-me
e fui alada ao outro lado do rio
regressei à cidade da minha Luz
Abracei Nova Iorque de tranças
E as coisas com sons foram sendo coisas
E desapareci a subir pelos meus pecados de silêncio
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Saturday, June 09, 2012
Quantas não sou eu mais de mim e quero ser mais, com o interludio provavel de ser eu
Com as escamas minusculas que vão caindo para o chão
Prateadas num solo escondido de negro
Com vestidos que foram saias noutras guerras esculpidas
Quantas não sou eu mais de mim e quero ser medo, com o interludio provavel de ser eu
com pés cheios de líquido de uma dança sorridente
no desejo de uma madrugada com lábios pretos de expressão
e os ventos que fazem cair o tecto de neve por cima de cabelos pensantes
Quantas não sou eu mais de mim e quero ser livre dos pós da memória que ainda não chegou
Presente receio de me afundar nos olhos de alguém e não respirar nas histórias que se contam
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Saturday, June 02, 2012
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Wednesday, May 30, 2012
Põe-me de guarda ao canto da boca que adormece todos os dias...
Uma sentinela, vagarosa, impaciente que conta todos os cordeiros da noite que vivem na memória dos outros.
Atravessei o rio, escutei uma musica que não uma valsa, uma musica antes de mim
Tive a memória daqueles que a viveram
os seus passos solenes, os seus toques entre corpos, os olhos em olhares que se vão despindo com a boca entreaberta e a respiração soletrando aquele momento de qualquer coisa que se quer para além do que se move
O existir antes da vontade, o existir antes do desejo
Caminhei depois do barco se afundar num riacho pela colina que leva ao Sol antes de ele se deitar
Esvaziei a colina com as pálpebras entreabertas
Sorri para uns olhos que me assaltaram , saídos de uma porta de madeira, solene, contadora de histórias
Passei de mansinho, porque nada mais havia a falar
A caminhada prossegue com suspiros e palavras de mim para mim
Palavras minhas que me perseguem na cidade, com um solo a rastejar pela calçada, invisível...
Os meus ossos dançam neste caminho cheio de coisas cheias, os pés levitam do chão porque estou ali
E sou uma turista de olhos alegres, porque ali passo em mim, porque vou ecoar naquela rua, sem dormências do medo de ser alguém, porque os olhos se cruzam anónimos e os sorrisos são livres e a multidão é individual aos meus sons internos/eternos.
Escuto/Escuto-me
E será assim, uma caminhada em só maior com os dentes bem afiados...
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Monday, May 28, 2012
Quantos movimentos quebrados até a boca se roer em câmara lenta?
Nada se perpetua, porque antes o esquecimento toca
E o menino encostado deixa cair uma lágrima de ouro
E as mãos umas contra as outras imitam-se em sons de anjos terrestres
Os olhos polidos de cactos verdes, mordem o liquído
Onde todos não entendem as palavras sossegadas
E vamos ficando constrangidos, aos poucos, tocando ombros, dedos mãos,
até não chegar à alma que tem a língua afiada
asinha,asinha, em língua antiga
o segredo é antes de ser uma galinha
sai uma mulher de um táxi e não é antiga
Este é o som que invade uma rua que ainda não é deserta porque espreito à janela com o meu crepusculo
Antecipado
As coisas dos dias vão olhando para trás enquanto eu não digo uma vivalma
Porque estou em mim, nesta liberdade bela e caótica, um quase vício
O esplendor de morder as unhas aos poucos até se tornarem carne
Arreliar os meus olhos com pudores pensantes
Odiar o som dos outros porque estão perto da minha solidão
E não querer/crer mais nada senão uma tempestade de vazios com corpos que se mexem de vez em quando
E os felinos dormem
E a minha boca adormece
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Saturday, April 21, 2012
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Monday, January 16, 2012
Absolute Beginners -- David Bowie (Lyrics Included)
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Sentada, com um cigarro no canto do dedo
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Sunday, October 09, 2011
Um dia de coisas simples,sem "intento" de coisas mais graves...
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Wednesday, September 28, 2011
Andreas Scholl & Barbara Bonney · Stabat Mater ~ Pergolesi ·
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são os meus dedos que acusam o fragmento
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Thursday, September 22, 2011
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Friday, September 09, 2011

Fala a língua, fala o dedo, a boca
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Tuesday, August 23, 2011
Estou a refazer todos os medos que se insinuam...
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Saturday, August 13, 2011
Estou onde me encontro, brincando aos clássicos,com bonecos invisiveis e ao toque das coisas simples...
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Tuesday, August 09, 2011
Encontro-me no lugar que toco, naquele onde todas as paredes me respiram e eu beijo, onde o chão me abraça com todos os sentidos, perpetuos ou momentâneos, onde as coisas se entrelaçam sem disturbios...
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Saturday, July 23, 2011

Visto-me de unhas, tentáculos, pinças para me despirem a pele da dúvida...Today i´m a Drrrrama Queen!
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Tuesday, July 19, 2011
E se as minhas mãos se multiplicassem para tocarem todos os recantos, esquinas, vielas ausentes
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Tuesday, July 12, 2011

E se nos olhássemos no mesmo tempo, o meu e o teu, se todas as coisas simples existissem ao tempo de um "nós" se vestir em silêncio...
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Saturday, June 25, 2011
Friday, June 24, 2011
À minha Mãe Rita à Tânia e à Julieta
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Wednesday, June 22, 2011

Ontem vi um Pierrot nas ruas ensurdecedoras da cidade
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Saturday, June 18, 2011
Não sei onde estar aos poucos...
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Wednesday, June 15, 2011
Todos os dias te agradeço e te mando um beijo.
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Tuesday, June 07, 2011
Vou doer-me, vais doer-me, dói-me...
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Friday, June 03, 2011
E se um momento deixasses de respirar
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Wednesday, May 25, 2011
Tuesday, May 24, 2011
Café Au Lait
Pudesse eu sentir-te uma vez mais...
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Friday, May 20, 2011

Vou crispar-me sem ruídos. Adulterar-me para que os meus musculos não cedam a qualquer coisa redundante.
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Wednesday, May 18, 2011

Hoje o meu corpo tremeu ao olhar de desconhecidos, ao prazer das folhas que se desvanecem do chão e que antes abraçavam os galhos...
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Tuesday, May 10, 2011
E se num momento me condeno ao chão mortal, respiro para não mais doer a pensar na Morte...
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Saturday, May 07, 2011
oiço para não me escutar...
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Quando todas as almas se invadem para não se escutarem
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Tuesday, April 19, 2011
Tuesday, March 29, 2011
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Friday, March 25, 2011

Num desfiladeiro de palavras incompletas soltam-se os pensamentos em segredo
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Tuesday, March 22, 2011
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Thursday, March 17, 2011
E vamos desenhar desenhos na parede, fazer traços e perceber onde existimos
Tremermos por dentro...
Trocar canções e sons que nos vislumbram ou nos deixam mais frágeis
Ao solo de um Verão, com uma praia quase deserta, com os corpos molhados, com aquele desejo imberbe, quase incontrolável
Viver noites a Sul, sem querer saber onde acordar
Apenas acordar e voltar a olhar nos olhos
Fingir que outros não existem nesse sabor...
Visitar solos desconhecidos pelas palavras antigas e inventar palavras novas
Mais perto...
Mais perto de ti...
Mais perto de mim...
Nos encontros, desencontros que nos toldam o corpo e os sentidos
Mas sentir...
Ao amanhã do acordar um toque suave, uma respiração...
Mais perto...
E o Inverno sente-se, e o calor abraça, a pouco e pouco, devagarinho para espantar o medo
Medo das frieiras ou das cicatrizes
Medo das coisas simples, tal como estas palavras, simples...
A simplicidade de dois passos compassados, sem palavras
Tocando a areia
Tocando-te,tocando-me
Em ti, em mim...
Mais perto.
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Amor em R. Maior
Os diálogos distantes, os silêncios presentes, sinto-te sempre.
Uma equação sempre em fios invisiveis
Queria estar com Matilde e num esgar de movimentos sem sentido estarmos para além de nós
Oiço-te ao tocar-me
Sinto a tua voz cheia de despidos rumores
Em ti
Vamos parar, falhar sem rodeios como almas cor de rosa
Dançar numa sala e partir candeeiros para depois dançar com os vestidos intermináveis que se apoderam das nossas cabeças
As palavras vão descrevendo o sim e o não, o ser e não ser, corrosivas crenças que não se abandonam
Os dedos dos pés tocam solilóquios, monólogos de nós para o vazio
Fossem os meus braços gigantes estradas e já te abraçava sem palavras, só com a pele
A seguir, um dueto, pausado, lento, com movimentos que assolam aforismos para não nos perdermos
De seguida um foco até ao branco da sombra, uma respiração
Em silêncio trocaríamos de roupa
A fuga para o frenético espaço de espelhos que não queremos olhar
Queria estar na estrada com o sol a queimar-me
Queria os óculos a tocarem na areia
Queria a noite no pátio e as conversas longas
Queria o burburinho a descer-me pela garganta
Queria os teus passos a descer as escadas a morderem a parede laranja
O dueto contínuo visita palestras infindáveis
Aqui e ali, no escuro ou na Presente luz, com palavras, sem ela...
Eu e tu, tu eu, Sempre
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Thursday, March 03, 2011
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Tuesday, March 01, 2011
A manhã
Um sinal sonoro e a minha boca ouve o ruído
Uma manhã Presente e o corpo ressuscita
Os corpos deambulam pelas extremidades e por dentro
Bem fundo, para não se esquecerem
A quase noite
Apressa-me o corpo
O regresso
Em, voz, não em surdina, em voz, em cada palavra, a cada passo de uma sílaba bem dedilhada
Vou zelar pela lã cor de rosa que se enleia nas agulhas das estações que passam
O comboio a correr para apanhar o outro
As janelas cruzam-se e vários olhares mergulham
Cabelos, curtos, compridos, outros apanhados a voar pelos assentos estáticos mas não silenciosos
"Ouvi o carro, fui para a cama. Depois levantei-me, vesti a bata e fui buscar uma faca á cozinha..."no more songs for my silent hears...
Os carris ecoavam-lhe na cara, perto dos olhos
As agulhas paravam a lã cor de rosa que se desfia, á medida que as suas palavras tocavam os olhos despertos
Desfia palavras, não mundanas, as de si para si, ouvidas pelo mundo para se ouvir a si própria
Tears are dry, smile with pride
Clarice no meu colo, embalada, com a cara virada para baixo
Não se mexeu
Next stop: Myself
Até onde vai a lã cor de rosa desfiar-se?
Next stop: a lost train
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Sunday, February 27, 2011
White House for solid souls
A manhã silencia-se ao ouvido, despida de palavras.
Os olhos, mornos de baço quente acordam intermitentes.
Um dedo do pé escalda o chão
Um movimento sereno arrepia-se
Dois observadores inquietos viajam entre os passos
Soil and spoiled
Ficam ausentes ao cimo das escadas
Na espera do próximo instante
Os passos apressados tocam palavras com o alcatrão sadio e fresco de uma manhã pouco lavrada
As casas correm em azul e amarelo com o sol a tocar-lhes a boca
O verde frenético invade o rugido do momento apressado
A respiração ruborizada solta-se nas oliveiras permanentes, estanques, inquietas para soltarem os pés das sua raízes e voarem com Icaro
Uma estrada com traços brancos reclama a sua setença
Respiro, sem saber
Corro, sem saber
As vozes de uma Aldeia Branca vão tocando os meus olhos, as minha mãos, os meus pés insolentes
Esta corrida que viaja por vozes masculinas, enrugadas, encostadas a um "Stop"
A paragem da "carreira" também se afirma com multidão
Respiro
Entro na "loja" da minha essência e reclamo um olhar daquela que me sente para sempre "eu"
Amo-a sempre, sempre e as palavras não existem...
A porta abre-se
Ao cimo das escadas estão á minha espera
os "ausentes" que me acordaram para respirar...
Soil and spoiled in "blank" i am...
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Saturday, February 19, 2011
Cidade de ruídos virginais
A cidade fugiu-me.
um Inverno,
uma Primavera,
um Verão,
um Outono. Umas gotas geladas de Inverno
Encontrei-a.
Com os seu ruídos, as suas pessoas vagueando pelas ruas que dançam verticais.
A luz, assoma-se serena, irrompe qualquer silêncio e respira a alma.
Piso a calçada, sinto a calçada numa euforia secreta, imperturbável.
Fecho os olhos por dentro para ninguém me ver
ser invisível/indivisível para invadir...
O Presente solene nas caminhadas encontradas ou perdidas, efémeras
Uma cadeira que me senta para sentir os ruídos milagrosos de uma respiração...
Vozes anonimas que se atiram
Vão e veem, embaladas no seu discurso sôfrego, paciente, pálido
Vestes modernas, antigas, param, correm, lamentam um atraso
Uns segredam que amam, outros gritam
Há os votos de silêncio que não se comprometem com os movimentos mundanos
São oblíquos momentos que se dissipam com o cheiro da cidade
Do cheiro a castanhas, que se exalta á entrada da estação
O homem que vende livros e pinta sapatos
Seus braços viajam, enquanto a sua cabeça, procura...
palavras, sentidos, rugidos ou filtros para um cigarro...
E a cidade, continua emergente, rolante, sem o tempo contado para estórias imberbes ou redundantes.
Está em si, habita-se.
Dias coreografados, mas sempre diferentes...
Nunca ausentes...
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Monday, December 06, 2010
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Friday, November 19, 2010
E num certo momento, em que tudo faz sentido....
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Thursday, November 18, 2010
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Wednesday, November 17, 2010
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Thursday, September 06, 2007
Wednesday, September 05, 2007
Saturday, August 18, 2007
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Friday, July 06, 2007
Love you to death (Type O Negative)
A música representa para mim, uma nobre ilustração , de grande parte da minha vida.
Os momentos mais belos, mais reflexivos, inventivos, impulsivos,todos os momentos que fazem de mim a pessoa que sou. (boa ou má...)
Tenho um grande respeito pela música e pelos seus intérpretes. Seria hipócrita generalizar, reduzo-me egoisticamente à minha play list interior/exterior, ou o que considero pertinente de valorizar ( pretensão ou não , é do coração).No entanto, sempre consciente da avidez de conhecer nova música. Aliás, inquieto-me e procuro sempre escutar nova música.
De Bach (com devidas vénias ao intérprete Glenn Gould de quem sou fã condicional ou incondicional, não sei), a Type O Negative. De Stabat Mater de Pergolesi, a Oceansize com album Effloresce, a primeira faixa ,i am the morning .
Todos eles me proporcionam uma escuta generosa, em que agradeço por todos os momentos em que existem e que pensaram em compor.
Sem mais análises puras ou impuras, agradeço àqueles que nos momentos do sentir ...
Me fizeram sentir.
Quando fechares os olhos, que música queres sentir?
Obrigada por pensares
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Teatro do Mar-Daimonion
A partir do Mito de Fausto...
(espectáculo de rua, multimedia)
July 12th - Cracow (Poland)July 15th - Gdansk (Poland)July 26th - Praia de Sta. Cruz (Portugal)August the 3rd and the 4th - Frankfurt/Main (Alemanha)
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Saturday, June 23, 2007
Se a tua voz madrugasse ao meu ouvido
Esta noite branca seria indivisivel
Um pormenor enfeitado de vazio
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Saturday, May 26, 2007
Monday, April 02, 2007
Aguardo-te quieta, imóvel no invisível silêncio
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10:37 AM
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Friday, March 30, 2007
Um comboio
Lá fora tudo se ultrapassa a si mesmo sem respostas ao tempo
Os meus olhos vendados
Uma mulher recheando os seus remendos com linha fina
Duas agulhas
As mãos dançam na convalescente vontade de desenhar o linho
Os olhos fecham-se
A boca descai
Adormecem numa tempestade de fundos infinitos
O corpo estremece no ressurgir ás estações ruidosas
Acorda
Para sair
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Friday, March 23, 2007
Voz...
O meu aborrecimento por vezes leva-me a coisas...
Adoro música (pensei em escrever Amo mas não sei porquê ...).
O silêncio deste espaço não interfere com a minha paixão.
Isto tudo para dizer que quando o aborrecimento me soletra várias vezes incógnitos susurros de inquietação,tenho de respirar procurando novos festins sonoros.
Há coisas que me fazem feliz: a música é uma delas
Jeff Buckley: Há uns dias ouvi.pensei que a minha ignorância evoluiu para estupidez, isto porque já tinha ouvido mas a minha pessoa ausente naquele momento escapou-se de uma viagem sonora profunda e muito emotiva.
Sem ressentimentos para a minha pessoa que se lamenta desse passado despercebido:Jeff Buckley obrigada pelas manhãs que me tocam.
Jesu- uma nova experiência
Judgenhydrogen- Fechar os olhos e pensar em Michael Gira de Swans.Uma reinvenção.
Apse-O céu tocou...
Novas vozes e sons que me reinventam
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Thursday, March 01, 2007
Preciso de Heróis, de histórias.
Quem são os vossos Heróis.querem contar-me as sua histórias?
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Thursday, February 22, 2007
Thursday, February 15, 2007
quando dependemos de olhares incógnitos
e somos anonimos
quando essa riqueza nos passa ao lado
quando
amanha
depois
no outro dia
silenciados pelo vicio
Somos mais
Se nos olharmos...
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Monday, February 12, 2007
On Stage
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Thursday, February 08, 2007
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Friday, February 02, 2007
Avenida
"Pode ajudar-me a entrar no comboio?"
Marquês de Pombal
Mete a mão ao bolso
Parque
desembrulha um rebuçado de fruta
S. Sebastião
mastiga-o
Praça de Espanha
Quieta
Jardim Zoológico
Fala sozinha
Laranjeiras
Escuta-se
Alto dos Moinhos
Passos cuidadosos
"Se eu soubesse que fazia deslumbramento não tinha entrado no comboio, é assim. (ri)
Não sabia que fazia deslumbramento, só depois de entrar para o comboio.Enfim..."(ri)
Colégio Militar / "Luz"
"Se eu tivesse visto não acontecia.
Mas como sou cega..."(suspira)
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