Olha o Sul de frente
O caminho do Mar com pés descalços
A areia a comer os cabelos
A espuma a respirar sereias adormecidas na costa
As conchas com gatos
As Rochas sem monstros
As pálpebras com Sol
A varanda a ressoar um livro com palavras Presentes
E um copo cheio de insultos silvestres
A beijar o coração selvagem com rendas de bilros a rir do lençol branco
O rádio no canto sem urtigas
Os dedos cálidos, sem calos velhos
A franja molhada colada no ventre
E todos os suspiros são o Sempre
Na lagoa que mira o Mar
Com os despojos de sopros
De dias quase iguais de serenos eternos
Com Bíblias debaixo dos cotovelos perto dos Lobos
Perto das coxas
A contar uma história
Quase tão irreal como a que se dita verdadeira
"Dos Gardenias para ti"
Sem guerras, para ti
E o desenho de um terraço sem gárgulas
Ausente de escarpas
Um pedaço de Alma
Em que vou dançar
O candeeiro ao lado da janela fuma um cigarro
E o candeeiro ao lado da janela fuma um cigarro
O candeeiro ao lado da janela fuma um cigarro
E o candeeiro junto da janela fumo um cigarro
E o candeeiro com a janela fumam um cigarro
E....
Sunday, February 22, 2015
Saturday, February 14, 2015
Os cabelos negros debruados a branco com cinza a reescrever coisas quase possiveis
Inquietude no corpo
Amor na Alma com o Sol dentro
O Silêncio como resposta
O bolor a desaparecer com orações de corações viciados
E olhar a cidade debaixo, suspensa aos olhos da respiração
Um cruzamento com pedras a trepar as pernas de nódoas negras
e o turpor da voz solene,embriagada pelo encontro imperfeito
A razão no interior com um frasco de mel
E uma casa perto do mar
A poesia no subsolo
E o céu no peito
O corpo com olhos de gato e os dedos eriçados
O nenufar com dentes de leão afoga o espectro
O comboio a caminho de ruínas com solos calados
Adormece sentado com gotas de pouca chuva
As sirenes enrolam xailes brancos entre os lábios e as palavras
E os cabelos negros debruados a branco descruzam uma viagem
E os dentes fintam a pele
Uma casa sem escombros à volta, com dois corpos lá dentro
Tudo se escreve e o céu a escutar uma história com folhas seladas
A manhã adormece sem catástrofes
E o mar visita o lado esquerdo da mão
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Monday, February 02, 2015
Os tremores repetidos da fuga adensam-se com uma memória que se escuta Presente
E todos os corpos que são quase dois desaparecem
A manhã olha a janela que não vê o mar
Tarda em escavar a estrada invisível,a viagem distante
O Rio sem ser o Mar
A rua deserta na quase meia noite e a Avenida que escorre na história de um Tempo
A Colina que foi Castelo
A noite de olhos azuis rendilhados de esferas transparentes
Insistem
Na coisa do Destino com rumores dentro de sons
Fantasmas dentro de fossas
E a Nova Aurora com corações em sentido
Debruça-se sobre a janela
A Nova Aurora tem muitos corações
Tocam o chão com folhas de Outono e relva de um azul Primaveril
Debruada com cicatrizes e ponto cruz
E os tremores repetidos são apenas catarse em fuga que se estendem no chão
Sem frio e com palavras
I.V.
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Thursday, January 29, 2015
O jardim está vazio sem pegadas
O vento termina antes do sopro
Os olhos escoltam o chão
A terra esconde-se por entre as folhas
A senhora ajoelha-se perante a sombra que toca o sol
E os dias com fé
O livro termina antes das palavras
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Tuesday, January 06, 2015
Sunday, January 04, 2015
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncOs ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídosio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio em ruínas
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio nos ruídos
Os ruídos em silêncio, o silêncio em ruínas
Os ruídos em silêncio, o silêncio em ruínas
Os ruídos em silêncio, o silêncio em ruínas
Os ruídos em silêncio, o silêncio em ruínas
Os ruídos em silêncio, o silêncio em ruínasOs ruídos em silêncio, o silêncio em ruínas
Palavras na distância sem ouvidos e com olhos dormentes
Pálpebras solenes,mudas com coisas lá dentro
E a Estratosfera
E a Razão
Do not Disturb
E o Gato
A Merda e o Prato
Eu o Mundo com reservas no fundo
A Sala e o Vinho
O Cigarro e o Desabafo
Desabado grito na porta com a chave no cansaço
O confessionário com perdão antes do perdão
Didascálias invisíveis
Corpo no sopro
Com voz de coraçãoOs ruídos em silêncio, o silêncio em ruínascomvozde coraçãoOs ruídos em silêncio, o silêncio no ruído sem ouvidos e com olhos dormentesna distânciacomcoisas lá dentro
Corpo num Sopro com Verdade sem Distâncias
Eu ensino,tu ensinas...
Eu aprendo,tu aprendes...
E o som de nós vai dormir sem ruídos
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7:33 PM
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Saturday, December 27, 2014
A rua com frio
Os ruídos frescos de uma manhã quase do Presente
A despedida nos olhos em fuga
Peço perdão à tua alma com fogo na boca
Perdão
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Wednesday, December 17, 2014
Nick Cave & The Bad Seeds - We Real Cool (Lyric Video)
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7:27 PM
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Monday, December 15, 2014
Olha-me pelos olhos e não pelos poros
Dá-me palavras com esquecimentos dentro delas
Sussurro na pele até ao outro lado do mar
Não sei onde fica o outro lado
Encurta a distância com o corpo
Sem que o corpo se toque
Vinga-te nos lábios até adormecer
Até o rosto doer
Olha-me nos olhos até que termine o cigarro
Depois, o tempo morre dentro dele e mentol com malvas
Depois o tempo ressuscita com os dedos na alma
E a sala dança uma valsa a exterminar o frio
A gola "degola"o obvio da palavra
E o quarto adormece com uma almofada branca
Olha-me invisível nos ruídos das vozes que pernoitaram na minha casa
E na minha cara anoiteceram palavras e eu a desejar caminhar
Com o meu corpo a tocar o passeio que desmaia no rio silencioso
Silencioso rio que me faz transbordar
Olho-me nos olhos e o mar está perto...
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Thursday, November 27, 2014
Saturday, November 22, 2014
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Friday, November 14, 2014
Corpo seco
Corpo da terra
Telúrico
Mais olhos que palavras
Amor rude
Força terna
Carinho tenro
Dedos duros, fendas até tocar a árvore que morre
Até tocar sempre no silêncio
Até tocar a palavra depois das rugas e cabelos brancos e com lágrimas instantes
E chorar o Amor no tempo tarde demais
Uma varanda a tocar as nuvens e o corpo frágil
E o silêncio das tuas mãos fortes a segurar para o vento não levar
A tua verdade crua generosa e honrada
Amor pelas sementes puras
Com planícies, sóis quentes para acariciar à distância o coração
Procura a minha rua, não tenhas medo
Encontraste eu estou aqui
Encontraste
E visitaste as minhas paredes, o chão de madeira,sorriste,sorrimos,abraços e a cidade esculpida
Encontraste nos teus passeios solitários
Herdei-te nos passeios solitários, o silêncio
Telúrico a tocar céu
O pouco de mim que posso dizer de ti
O desejo dos teus olhos estão perto de encontrar
A Paz que que queres tocar
Avô (José Soares Pires)
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Wednesday, November 12, 2014
Vou deixar-te porque amanhã quero ser Eu com o meu cabelo novo...
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Saturday, November 08, 2014
Esta é a memória do Presente, o instante
Em que tudo se toca e me apetece tocar alguem, dentro e fora
Não sei qual o limite para fechar os olhos e começar de novo para contornar dedos e lábios, pele fucsia ou transparente...
Em que de repente peles são noivas uma da outra sem palavras
Quase a tocar a verdade para serem mentira uma da outra
Quase tudo para começar de novo no sentido oposto
E mais uma memória ao som do mar para me atormentar segredos vivos
E mais os teus olhos na distância de uma eternidade com tempo contado
E sou eu com semblantes de todas as maneiras com o coração vivo
E és tu no desconhecido a apagar chagas invisiveis
E és tu que não sei quem és a procurar-me dentro
E sou eu a procurar-me mais do que palavras...
O piano termina...eu também não
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Saturday, August 02, 2014
Tudo existe,tudo é maior
Se as gotas se cruzam com dedos cruzados
Se os olhos não se aniquilam para tocar palavras
Se tu és para eu não ser
Se eu sou para tu não seres
Se somos para nos contornarmos
Se existimos para impossibilidade
Peter Pan beija os lábios prateados
E logo as asas se queimam nas coxas silenciosas
Tudo existe,tudo é maior
quando o Amor não é
Dentro das palavras
Mas no coração
E o coração fora dele
Tudo existe, tudo em pouco ou em menor maior
De poucas palavras em mal menor ou mais
E a tua mão que beijo é o instante de qualquer coisa
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Saturday, February 15, 2014
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Friday, January 31, 2014

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Friday, January 17, 2014
Abrigo-me lentamente no teu poiso solene, abrigado
Abrigo-me no teu instante nobre e silencioso
Abrigo-me no teu sangue sereno,rebelde,incondicional
Abraço aos poucos de poisos a uma distância tão longe e tão perto
a tua voz a um abrigo de silêncios com Paz
a tua voz bela, com abraços
Esses abraços com vozes profundas mesmo distantes
As palavras sós, atropelam-se porque não falam mais do que tu
Eu abrigada nessa distância segura de um abraço teu
E ao mesmo tempo sempre, abrigada, segura
Ès mais que as palavras ou coisas ditas
És mais do que tu em ti
És mais do que eu porque me sentiste
Eu sou porque me sentiste
Eu sou porque estás em mim
Tu és tudo com tudo
Coração,Grito, Paixão, Amor, Força,Dor,Amor,Amor,Amor
Sem palavras
Só és
Instantes Perpétuos, sempre
Abrigo-me todos os dias no teu colo de embalar
Ainda que não saibas
Sabes
Abrigo-me no teu sorriso, no teu cabelo de Domingo
No teu sono alerta
No teu beijo na minha boca
Na minha manhã acordada
No espelho que fala
Abrigada sempre no teu Silêncio
Nas noites felinas e o teu colo invadido
E estás sempre em Silêncio
Com todas as palavras feitas ou mortas
E choro vagarosamente, com cuidado porque não te quero magoar
Porque todas as palavras onde me abrigo são tão poucas perto daquilo que me fazes sentir
Sinto-te com quase tudo
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