A manhã
Um sinal sonoro e a minha boca ouve o ruído
Uma manhã Presente e o corpo ressuscita
Os corpos deambulam pelas extremidades e por dentro
Bem fundo, para não se esquecerem
A quase noite
Apressa-me o corpo
O regresso
Em, voz, não em surdina, em voz, em cada palavra, a cada passo de uma sílaba bem dedilhada
Vou zelar pela lã cor de rosa que se enleia nas agulhas das estações que passam
O comboio a correr para apanhar o outro
As janelas cruzam-se e vários olhares mergulham
Cabelos, curtos, compridos, outros apanhados a voar pelos assentos estáticos mas não silenciosos
"Ouvi o carro, fui para a cama. Depois levantei-me, vesti a bata e fui buscar uma faca á cozinha..."no more songs for my silent hears...
Os carris ecoavam-lhe na cara, perto dos olhos
As agulhas paravam a lã cor de rosa que se desfia, á medida que as suas palavras tocavam os olhos despertos
Desfia palavras, não mundanas, as de si para si, ouvidas pelo mundo para se ouvir a si própria
Tears are dry, smile with pride
Clarice no meu colo, embalada, com a cara virada para baixo
Não se mexeu
Next stop: Myself
Até onde vai a lã cor de rosa desfiar-se?
Next stop: a lost train
Tuesday, March 01, 2011
Sunday, February 27, 2011
White House for solid souls
A manhã silencia-se ao ouvido, despida de palavras.
Os olhos, mornos de baço quente acordam intermitentes.
Um dedo do pé escalda o chão
Um movimento sereno arrepia-se
Dois observadores inquietos viajam entre os passos
Soil and spoiled
Ficam ausentes ao cimo das escadas
Na espera do próximo instante
Os passos apressados tocam palavras com o alcatrão sadio e fresco de uma manhã pouco lavrada
As casas correm em azul e amarelo com o sol a tocar-lhes a boca
O verde frenético invade o rugido do momento apressado
A respiração ruborizada solta-se nas oliveiras permanentes, estanques, inquietas para soltarem os pés das sua raízes e voarem com Icaro
Uma estrada com traços brancos reclama a sua setença
Respiro, sem saber
Corro, sem saber
As vozes de uma Aldeia Branca vão tocando os meus olhos, as minha mãos, os meus pés insolentes
Esta corrida que viaja por vozes masculinas, enrugadas, encostadas a um "Stop"
A paragem da "carreira" também se afirma com multidão
Respiro
Entro na "loja" da minha essência e reclamo um olhar daquela que me sente para sempre "eu"
Amo-a sempre, sempre e as palavras não existem...
A porta abre-se
Ao cimo das escadas estão á minha espera
os "ausentes" que me acordaram para respirar...
Soil and spoiled in "blank" i am...
Posted by
Vanity Chair
at
2:37 PM
0
bloody comments
Saturday, February 19, 2011
Cidade de ruídos virginais
A cidade fugiu-me.
um Inverno,
uma Primavera,
um Verão,
um Outono. Umas gotas geladas de Inverno
Encontrei-a.
Com os seu ruídos, as suas pessoas vagueando pelas ruas que dançam verticais.
A luz, assoma-se serena, irrompe qualquer silêncio e respira a alma.
Piso a calçada, sinto a calçada numa euforia secreta, imperturbável.
Fecho os olhos por dentro para ninguém me ver
ser invisível/indivisível para invadir...
O Presente solene nas caminhadas encontradas ou perdidas, efémeras
Uma cadeira que me senta para sentir os ruídos milagrosos de uma respiração...
Vozes anonimas que se atiram
Vão e veem, embaladas no seu discurso sôfrego, paciente, pálido
Vestes modernas, antigas, param, correm, lamentam um atraso
Uns segredam que amam, outros gritam
Há os votos de silêncio que não se comprometem com os movimentos mundanos
São oblíquos momentos que se dissipam com o cheiro da cidade
Do cheiro a castanhas, que se exalta á entrada da estação
O homem que vende livros e pinta sapatos
Seus braços viajam, enquanto a sua cabeça, procura...
palavras, sentidos, rugidos ou filtros para um cigarro...
E a cidade, continua emergente, rolante, sem o tempo contado para estórias imberbes ou redundantes.
Está em si, habita-se.
Dias coreografados, mas sempre diferentes...
Nunca ausentes...
Posted by
Vanity Chair
at
4:51 PM
0
bloody comments
Monday, December 06, 2010
Posted by
Vanity Chair
at
5:27 PM
0
bloody comments
Friday, November 19, 2010
E num certo momento, em que tudo faz sentido....
Posted by
Vanity Chair
at
7:44 PM
0
bloody comments
Thursday, November 18, 2010
Posted by
Vanity Chair
at
2:19 PM
0
bloody comments
Wednesday, November 17, 2010
Posted by
Vanity Chair
at
4:04 PM
0
bloody comments
Thursday, September 06, 2007
Wednesday, September 05, 2007
Saturday, August 18, 2007
Posted by
Vanity Chair
at
7:15 PM
2
bloody comments
Friday, July 06, 2007
Love you to death (Type O Negative)
A música representa para mim, uma nobre ilustração , de grande parte da minha vida.
Os momentos mais belos, mais reflexivos, inventivos, impulsivos,todos os momentos que fazem de mim a pessoa que sou. (boa ou má...)
Tenho um grande respeito pela música e pelos seus intérpretes. Seria hipócrita generalizar, reduzo-me egoisticamente à minha play list interior/exterior, ou o que considero pertinente de valorizar ( pretensão ou não , é do coração).No entanto, sempre consciente da avidez de conhecer nova música. Aliás, inquieto-me e procuro sempre escutar nova música.
De Bach (com devidas vénias ao intérprete Glenn Gould de quem sou fã condicional ou incondicional, não sei), a Type O Negative. De Stabat Mater de Pergolesi, a Oceansize com album Effloresce, a primeira faixa ,i am the morning .
Todos eles me proporcionam uma escuta generosa, em que agradeço por todos os momentos em que existem e que pensaram em compor.
Sem mais análises puras ou impuras, agradeço àqueles que nos momentos do sentir ...
Me fizeram sentir.
Quando fechares os olhos, que música queres sentir?
Obrigada por pensares
Posted by
Vanity Chair
at
4:48 PM
4
bloody comments
Teatro do Mar-Daimonion
A partir do Mito de Fausto...
(espectáculo de rua, multimedia)
July 12th - Cracow (Poland)July 15th - Gdansk (Poland)July 26th - Praia de Sta. Cruz (Portugal)August the 3rd and the 4th - Frankfurt/Main (Alemanha)
Posted by
Vanity Chair
at
4:42 PM
16
bloody comments
Saturday, June 23, 2007
Se a tua voz madrugasse ao meu ouvido
Esta noite branca seria indivisivel
Um pormenor enfeitado de vazio
Posted by
Vanity Chair
at
8:35 PM
1 bloody comments
Saturday, May 26, 2007
Monday, April 02, 2007
Aguardo-te quieta, imóvel no invisível silêncio
Posted by
Vanity Chair
at
10:37 AM
1 bloody comments
Friday, March 30, 2007
Um comboio
Lá fora tudo se ultrapassa a si mesmo sem respostas ao tempo
Os meus olhos vendados
Uma mulher recheando os seus remendos com linha fina
Duas agulhas
As mãos dançam na convalescente vontade de desenhar o linho
Os olhos fecham-se
A boca descai
Adormecem numa tempestade de fundos infinitos
O corpo estremece no ressurgir ás estações ruidosas
Acorda
Para sair
Posted by
Vanity Chair
at
2:30 PM
0
bloody comments
Friday, March 23, 2007
Voz...
O meu aborrecimento por vezes leva-me a coisas...
Adoro música (pensei em escrever Amo mas não sei porquê ...).
O silêncio deste espaço não interfere com a minha paixão.
Isto tudo para dizer que quando o aborrecimento me soletra várias vezes incógnitos susurros de inquietação,tenho de respirar procurando novos festins sonoros.
Há coisas que me fazem feliz: a música é uma delas
Jeff Buckley: Há uns dias ouvi.pensei que a minha ignorância evoluiu para estupidez, isto porque já tinha ouvido mas a minha pessoa ausente naquele momento escapou-se de uma viagem sonora profunda e muito emotiva.
Sem ressentimentos para a minha pessoa que se lamenta desse passado despercebido:Jeff Buckley obrigada pelas manhãs que me tocam.
Jesu- uma nova experiência
Judgenhydrogen- Fechar os olhos e pensar em Michael Gira de Swans.Uma reinvenção.
Apse-O céu tocou...
Novas vozes e sons que me reinventam
Posted by
Vanity Chair
at
7:43 PM
0
bloody comments
Thursday, March 01, 2007
Preciso de Heróis, de histórias.
Quem são os vossos Heróis.querem contar-me as sua histórias?
Posted by
Vanity Chair
at
3:37 PM
5
bloody comments





